Hiperatividade e déficit de atenção

8 dicas de disciplina para atuar com crianças com TDAH na sala de aula

8 dicas de disciplina para atuar com crianças com TDAH na sala de aula


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ADHD (Transtorno de déficit de atenção e / ou hiperatividade) é um distúrbio que afeta todas as áreas da vida das crianças e talvez seja na escola que esse distúrbio seja mais evidente.

Crianças com TDAH costumam apresentar dificuldades de aprendizagem e, em muitos casos, também podem apresentar problemas de comportamento em sala de aula, principalmente quando o transtorno ocorre com impulsividade-hiperatividade. Em muitas ocasiões, os professores não sabem como lidar ou responder a esses comportamentos e podem correr o risco de rotular essas crianças como rudes, desobedientes, perturbadoras ... Guiainfantil.com nós compilamos uma lista com algumas dicas de disciplina para crianças com TDAH.

Na tabela de TDAH, podemos distinguir entre crianças que são predominantemente desatentas e aqueles que são predominantemente impulsivo-hiperativos. Algumas das características que podemos observar em sala de aula nessas crianças são:

- Eles tendem a ter desorganização de notebooks e tarefas.

- Muitas vezes perdem ou não trazem os materiais necessários para a aula.

- Eles não terminam o dever de casa.

- Eles interrompem com freqüência.

- Eles se movem e se levantam sem motivo aparente.

- Eles têm dificuldade em aceitar as regras.

- Eles ficam confusos e não prestam atenção. Eles parecem não ouvir.

Deve-se ter em mente que a criança nem sempre está ciente desses comportamentos e, portanto, é fundamental não o penalize por isso. Você tem que ajudá-lo e ensiná-lo a se tornar consciente de seu comportamento para que ele seja capaz de corrigi-lo sozinho.

A resposta educacional que damos em sala de aula será essencial para melhorar o comportamento das crianças com TDAH, e neste ponto será importante conhecer a natureza do transtorno e esse comportamento problemático em sala de aula.

Uma vez que conhecemos o diagnóstico do aluno com TDAH, devemos responder em sala de aula às necessidades daquela criança, entendendo que se ela interrompe, fica confusa ou “incomoda” não é voluntário ou intencional.

Devemos entender que o TDAH é um transtorno que afeta a atenção e as funções executivas, que são as capacidades mentais que permitem à pessoa controlar seu próprio comportamento, antecipar o futuro possível e, ao mesmo tempo, preparar e direcionar seu comportamento para realizar seu plano ou tarefa. Portanto, essas crianças têm dificuldade para regular seu comportamento e antecipar as consequências.

Digamos que eles ajam e depois pensem.

Por isso dá a sensação de que não respeitam as regras ou os limites e dentro da sala de aula. E uma das coisas que mais preocupa os professores é justamente isso: o cumprimento das regras e a disciplina em sala de aula.

Para saber como lidar com as situações na sala de aula, precisamos entender que devemos ajudá-los em algo que eles não podem fazer por conta própria. Assim como os ajudamos a resolver um problema de matemática, devemos ajudá-los a se autorregular.

Algumas diretrizes que podemos seguir em aula para ajudar a criança com TDAH são:

1. Sente-o perto da mesa do professor
Coloque-o perto da nossa mesa para que possamos controlar melhor o aluno. Dessa forma, podemos falar com você diretamente e chamar sua atenção com mais facilidade.

2. Deixe claro o que esperamos dele na sala de aula
Concordamos com as regras e as consequências quando são violadas. Podemos colocar sobre a mesa uma folha com dois ou três objetivos a cumprir em sala de aula (peço licença para me levantar, levanto a mão para falar, etc.). Deve estar visível para que você possa usá-lo para lembrar o que fazer.

3. Obtenha comunicação direta e pessoal
Podemos estabelecer com ele um sinal que indique para a criança que algo não está bem, por exemplo, podemos nos aproximar e tocar no ombro dela, usar cartões coloridos para indicar como está o comportamento (verde, vermelho, amarelo, como a técnica do semáforo).

4. Avalie positivo
Avalie a criança positivamente (você fez bem esta atividade, perdeu-se um pouco, mas soube voltar às tarefas, etc.) e evite punições excessivas ou pouco instrutivas que não ajudam a criança a aprender sobre seu comportamento.

5. Dê a você "missões" especiais
Como a criança com TDAH é mais impulsiva e tem dificuldade em ficar quieta, podemos dar a ela "missões" que envolvem mudar-se e assumir a responsabilidade por alguma coisa. Por exemplo, designando-o como responsável pela distribuição de cadernos, apontamento de lápis, realização de tarefas, etc. Nós o mantemos ativo e enviamos a mensagem de que contamos com ele e temos certeza de que ele o fará.

Por outro lado, existem outras diretrizes que devemos sempre evitar:

6. Preencha a agenda com comentários negativos sobre seu comportamento
"Pedro não assiste às aulas" é um truísmo que não serve para melhorar o seu comportamento, em todo o caso serve para o fazer mal e para ser repreendido ao chegar a casa. É melhor que escrevamos que em matemática ele conseguiu terminar a tarefa ou que ajudou um colega.

7. Punir todo comportamento irritante
Você tem que colocar consequências naqueles que são realmente sérios e sérios e tentar redirecionar aqueles que são inerentes ao transtorno.

8. Dê importância apenas ao que você faz de errado
É um erro não reforçar o que ela faz bem, porque mesmo que a gente pense que é o que tem que ser (ficar atento e quieto na aula) é algo que a criança com TDAH acha muito difícil.

Em geral, para trabalhar com uma criança com TDAH na sala de aula você precisa conhecer a desordem e ser sensível a ele, para entender que a criança não faz as coisas apenas porque, mas por causa de uma causa subjacente que ela não pode controlar sem treinamento.

Não só a detecção e o diagnóstico serão essenciais, mas o trabalho conjunto que pais, professores e especialistas fazem com a criança. Tanto quanto possível, deve haver comunicação com o especialista que trabalha com a criança individualmente (geralmente fora do centro) e com os especialistas e departamentos de orientação que podem fornecer ferramentas e estratégias eficazes para trabalhar com esses alunos na sala de aula.

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